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Primeira sessão de webinar reúne especialistas para debater esporotricose


Publicado em: 29/03/2019 13:55 | Fonte/Agência: CRMV-PR | Categoria: Comissões

 


Este ano, 36 novos casos de esporotricose foram notificados no munícipio de Curitiba. Tendo em vista esse cenário, na quarta-feira (27), aconteceu o primeiro encontro de webinar com especialistas da área de saúde para debater a zoonose. A Comissão de Saúde Única (CESU) planeja realizar outros encontros para debater toxoplasmose, febre amarela e raiva.

A transmissão ao vivo, no canal do CRMV-PR no youtube, foi mediada pela médica veterinária Vivien Midori Morikawa, membro da CESU, e contou com a contribuição de três convidados: Flávio de Queiroz Telles Filho, professor associado de infectologia do departamento de Saúde Coletiva da UFPR; Marconi Rodrigues de Farias, professor adjunto III de Clínica Médica de Animais de Companhia e Imunologia Veterinária da PUCPR; e Ana Paula Coninck Mafra Poleto, médica veterinária coordenadora da Unidade de Vigilância de Zoonoses de Curitiba.

A esporotricose, denominada de “doença do jardineiro”, foi descrita há mais de cem anos nos Estados Unidos. Na década de 90, no estado do Rio de Janeiro, o fungo se expandia acometendo gatos e humanos. A essa expansão o professor Telles define metaforicamente como o “pulo do gato”.

“Atualmente, estamos vendo em um ambulatório especializado no hospital de clínicas, aproximadamente, dois a três novos casos por semana. É uma doença de interesse interdisciplinar, interessa ao médico veterinário, médicos que atendem pacientes humanos, infectologia, dermatologia, reumatologia, oftalmologia”, avalia.

O professor Marconi comenta que, após um estudo realizado de 2017 a 2019, 280 novos casos felinos de esporotricose no munícipio foram notificados. Farias explica que o tratamento é longo, em torno de três a seis meses, podendo chegar a um ano, e difícil. “Muitos gatos chegam no consultório anêmicos, desidratados, caquéticos”.

Quando o felino vem a óbito, recomenda-se que o animal seja cremado e não enterrado. O destino do cadáver é importante para que o fungo não consiga aumentar o foco de transmissão a outros seres pelo meio ambiente.

A médica veterinária Ana Paula Poleto alerta que o “gato não é o vilão, mas a vítima do fungo”. Por isso, para diminuir o número de casos pelo estado, município e região metropolitana, a notificação deve ser feita pelo site da Secretaria Municipal de Saúde: http://www.saude.curitiba.pr.gov.br.

Confira o webinar de esporotricose: 

 


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